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Um estudo realizado por cientistas das Universidades Columbia e Harvard e publicado no JAMA Network Open, com 6,4 milhões de adultos, identificou aumento de 17% nas hospitalizações por doenças cardiovasculares agudas nos cinco dias seguintes à eleição presidencial norte-americana de 2020, em comparação com um período equivalente duas semanas antes. Quando analisado isoladamente, o infarto apresentou aumento de 42%.
Segundo o médico cardiologista do CRD Medicina Diagnóstica, Dr. Arthur Pipolo, o estresse merece atenção principalmente entre pessoas que já apresentam fatores de risco cardiovascular. “Em situações de estresse intenso, há liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que podem elevar a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em pacientes com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade ou doença cardiovascular já estabelecida, esse cenário exige ainda mais cuidado”, explica.
Para atravessar o período eleitoral sem descuidar do coração, a orientação é manter a rotina de medicamentos prescritos, priorizar o sono, praticar atividade física regularmente e evitar excessos de álcool, cigarro e alimentação. Técnicas de relaxamento e reduzir a exposição contínua a situações que aumentem a ansiedade também podem ajudar.
Também é fundamental reconhecer sinais de alerta, frisa o cardiologista. Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea ou desconforto que pode irradiar para braços, costas, pescoço ou mandíbula podem indicar infarto. Já fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, alteração da fala, assimetria facial, perda de equilíbrio ou alteração súbita da visão são sinais compatíveis com AVC.
“Diante de sintomas sugestivos de infarto ou AVC, não é hora de esperar para ver se passa. A orientação é buscar atendimento de urgência imediatamente e acionar o SAMU pelo 192”, alerta Dr. Arthur Pipolo.











