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Jairinho, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, que é réu no processo que investiga a morte de seu ex-enteado, Henry Borel, prestou depoimento nesta terça-feira (02/06/2026) e buscou traçar um perfil de homem dedicado à família. Emocionado, ele relembrou figuras importantes de sua vida, como o pai, o coronel Jairo, e destacou seu papel como pai presente em sua trajetória pessoal. Contudo, ao falar sobre sua carreira, o político confessou arrependimento por ter ingressado na vida pública.
“Se pudesse, teria deixado a carreira política de lado e me dedicado à medicina”, declarou, expressando um desejo de ter focado em sua formação médica em detrimento da atividade parlamentar.
Jairinho admite traições e nega agressões
Durante o interrogatório, Jairinho confessou ter cometido traições em seus relacionamentos, mas refutou veementemente as acusações de agressão feitas por ex-companheiras. Como exemplo, citou o relacionamento com Fernanda, sua primeira esposa e mãe de seu filho mais velho.
“Nunca tive problema com Fernanda, agressão, desrespeito. Tudo o que vêm falando de mim, com quase 50 anos de idade, é especulação”, afirmou, defendendo-se das recentes alegações. Ao abordar os relacionamentos com outras mulheres mencionadas durante o julgamento, ele reconheceu a existência de casos extraconjugais.
“A gente faz escolhas insensatas e algumas dessas escolhas foram as traições”, admitiu. Jairinho alegou que, apesar de algumas ex-namoradas possuírem mensagens trocadas com ele desde 2015, não haveria provas concretas de agressões contra elas ou seus filhos. “Uma das namoradas tem mensagens minhas guardadas desde 2015, mas não existe uma mensagem sequer dizendo que eu dei um peteleco nos filhos delas”, declarou.
Contestação de violência doméstica
O ex-vereador também se pronunciou sobre o boletim de ocorrência registrado por Ana Carolina, mãe de seus dois filhos mais novos. Segundo sua versão dos fatos, a discussão teria se iniciado após a então companheira descobrir conversas dele com outra mulher. Jairinho sustentou que Ana Carolina teria iniciado as agressões físicas durante uma briga em casa, e que ele apenas tentou contê-la.
“Ela jogou a pizza no chão, começou a me agredir e eu a puxei para a cozinha para que minha sogra não visse a discussão”, relatou, negando ter cometido agressões físicas, mesmo com o boletim de ocorrência mencionando relatos de enforcamento e violência. “Ana sabia que o problema era outro. Eram as traições”, concluiu. Ele ainda mencionou que o casal permaneceu junto por mais seis anos após o episódio.
Críticas à condução da investigação
Ao abordar diretamente o caso da morte de Henry Borel, Jairinho manifestou críticas à forma como as investigações foram conduzidas. Ele afirmou que a defesa teve acesso recente a elementos que, em sua visão, podem mudar a interpretação dos fatos.
“Esse processo é tão fora da curva que, a cada mês que passa, temos acesso a novas provas. Tivemos acesso a provas em janeiro deste ano que mudam completamente as coisas que estão acontecendo”, disse. Dirigindo-se aos jurados, ele pediu que a verdade prevaleça: “É uma situação para colocar o coração de vocês e a verdade acima de tudo, acima de qualquer outra coisa.”
Defesa de Jairinho rebate Monique Medeiros
Após o depoimento de Monique Medeiros, mãe de Henry, Rodrigo Faucz, um dos advogados de Jairinho, concedeu entrevista à imprensa para contestar as declarações dela ao longo do julgamento. Monique havia expressado a crença de que Jairinho seria o responsável pela morte de seu filho.
“Ela falou aquilo, mas não tem nenhuma certeza. Ela mesma hesitou porque não é verdade. Nem ela nem o Jairinho têm relação com a morte do menino”, declarou o defensor. Faucz também reforçou a ausência de provas de agressões contra ex-companheiras, seus filhos ou mesmo contra Henry, em referência aos relatos apresentados durante o júri.
“Se formos por esse caminho, com declarações sem provas e sem credibilidade, isso resultará em absolvição”, alertou o advogado, indicando a estratégia da defesa em descreditar as acusações que não sejam sustentadas por evidências concretas.










