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A osteoporose, uma condição que fragiliza os ossos, é mais prevalente em mulheres após a menopausa, principalmente por causa da diminuição dos níveis de estrogênio. No entanto, é um erro pensar que apenas elas estão em risco. Com o avanço da idade, os homens também podem ser afetados. Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da doença, como histórico familiar, um estilo de vida sedentário, tabagismo, consumo exagerado de álcool, baixa ingestão de cálcio e o uso prolongado de corticoides. Essas informações foram compartilhadas pelo médico ortopedista Daniel Oliveira.
A grande preocupação com a osteoporose são as fraturas por fragilidade. Em pessoas com essa condição, um simples tropeço ou uma queda leve podem resultar em uma fratura, algo que seria inofensivo para a maioria. As áreas mais atingidas geralmente são a coluna vertebral, o quadril e o punho. Essas fraturas, especialmente em idosos, podem ter consequências devastadoras, comprometendo seriamente a mobilidade, a independência e, em última instância, a qualidade de vida.
Fraturas por compressão e suas consequências
No caso da coluna vertebral, as fraturas por compressão podem ocorrer, resultando na diminuição da altura dos corpos vertebrais. Essas lesões não apenas causam dor nas costas, mas também podem levar a alterações na postura, afetando a aparência e o bem-estar do indivíduo. O Dr. Oliveira enfatiza que, no quadril, a situação é ainda mais delicada. Na maioria dos casos, fraturas nessa região exigem intervenção cirúrgica e um longo e árduo período de reabilitação. Para os pacientes idosos, um ponto de virada pode ser a perda da capacidade de caminhar ou de realizar tarefas cotidianas, aumentando o risco de complicações e, infelizmente, a mortalidade.
Diagnóstico e rastreamento da doença
Para diagnosticar a osteoporose, o principal exame é a densitometria óssea por DXA, que avalia a densidade mineral óssea. Contudo, o médico ortopedista ressalta que a avaliação clínica completa é essencial. O histórico do paciente, a ocorrência de fraturas anteriores por fragilidade, o uso de certas medicações e o risco individual de novas fraturas são fatores cruciais a serem considerados. O rastreamento é recomendado de forma rotineira para mulheres a partir dos 65 anos. Para os homens, muitas diretrizes sugerem a avaliação a partir dos 70 anos. Pessoas mais jovens com fatores de risco evidentes também devem procurar investigação médica.
Prevenção: um cuidado para toda a vida
A boa notícia é que a prevenção da osteoporose pode e deve começar cedo. O ortopedista Daniel Oliveira destaca a importância da prática regular de exercícios que sustentem o peso corporal e fortaleçam a musculatura. Uma dieta equilibrada, rica em cálcio e proteínas, e com níveis adequados de vitamina D, também são pilares fundamentais. Além disso, medidas simples para melhorar o equilíbrio e prevenir quedas no dia a dia são essenciais para a saúde óssea e a segurança geral.
O especialista reforça um ponto crucial: não devemos esperar que uma fratura aconteça para começar a cuidar da saúde dos nossos ossos. Identificar os fatores de risco individuais, realizar uma avaliação médica adequada e iniciar o tratamento quando indicado são atitudes proativas que podem reduzir significativamente o risco de fraturas graves e suas complicações. Cuidar da saúde óssea é, na verdade, cuidar da nossa mobilidade e independência, garantindo uma melhor qualidade de vida à medida que envelhecemos.










